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Amor à camisa faz diferença no futebol?


Profissionais e torcedores: Ferreira e Hyoran no São Paulo e no Internacional. Foto Montagem.

O atacante Ferreira e o meia Hyoran, recentemente, demostraram que são torcedores do São Paulo e do Internacional, respectivamente. Ferreirinha se despediu do Grêmio onde não teve o sucesso esperado, embora poderia ter tido mais oportunidades pelo técnico Renato Portaluppi. Na apresentação pelas redes sociais do novo clube, apareceu um vídeo do jogador natural de Dourados-MT na infância com a camisa do São Paulo. Hyorran, nasceu em Chapecó, onde muitos gaúchos ou filhos de gaúchos torcem para a dupla Gre-Nal. Ele não escondeu sua paixão pelo Colorado na apresentação.

Ferreirinha com a camisa do São Paulo e Hyoran com a camisa do Inter

Marcelo, lateral identificado com o Fluminense, voltou e ganhou a Libertadores pelo time carioca, depois de uma jornada de sucesso no Real Madrid. Lendo aqui você pode lembrar de vários exemplos que deram certo e outros que até foram considerados "traíras". É só lembrar do episódio do Ronaldinho Gaúcho que estava para ser anunciado pelo Grêmio até com caixas de som num dia e ecoou no dia seguinte na sacada do Copacabana Palace um sonoro: "Agora eu sou Mengão".   


 A repatriação de jogadores é comum assim como buscar jogadores identificados também. Mas acredito que o que vale mais que amor ao clube é o profissionalismo. Até porque o atleta profissional não é cobrado para ser torcedor, mas para ser jogador. Claro que é legal este carinho, que acaba aproximando alguns jogadores da torcida. Mas adiantou o Luan dizer que era corintiano, ou Luiz Adriano falar que é Colorado? Legal, bacana, mas e aí?

        O craque da temporada passada, Bola de Prata, Luís Suarez deu uma prova de profissionalismo no Grêmio. Identificado com o Nacional do Uruguai, agora com certeza gremista, acabou com seus gols e sua dedicação conquistado o amor da torcida por ele. Se ele tivesse ido para o Inter ou qualquer outro clube brasileiro, ele faria o mesmo. Tinga é colorado, mas foi destaque no Grêmio e depois no Inter. A camisa do jogador de futebol é como um crachá de empresa. Fazer sempre o melhor pelo seu time é a maior prova de amor ao profissionalismo. Se for pelo time de coração ou não, tanto faz.


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