• Caco da Motta

O Grêmio precisa lamber suas feridas

Thiago Santos machucado desfalca o Grêmio contra o Juventude e por ate 30 dias. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Afinal, de quem é a maior responsabilidade pela má campanha do Grêmio na largada do Brasileirão? Se formos levar em conta as escolhas erradas do técnico Tiago Nunes nos primeiros três jogos, quando o Grêmio perdeu, e algumas que persistem, a maior culpa com certeza é dele. Mas a longo prazo, as contratações feitas nos últimos anos e o não aproveitamento da base que ficou só no discurso, são decisões da direção. Dentro de campo, ao final, quem resolve são os jogadores.

Então, está tudo errado? Não. Mas cada setor do clube tem sua parcela de culpa. Os maiores erros são do técnico porque quando o time piora em relação ao técnico anterior é por decisão dele ou por falta de comando dele em liderar um processo de evolução que não aconteceu. Existem algumas questões pontuais do time do Grêmio que Tiago Nunes poderia ter mexido e não mexeu.

Vanderson não pode se reserva de Rafinha se está jogando mais e pode trazer maior velocidade, poder de gol e intensidade ao time. Lucas Silva não pode ser o reserva do Thiago Santos se o Grêmio precisa melhorar a criatividade do time no meio-campo. Ou se coloca o Darlan ou o Jean Pyerre e recua o Victor Bobsin que não sabe armar o jogo. Ou coloca até os dois e tira o Matheus Henrique. Arrisca antes que seja tarde demais. O jogo contra o Juventude é um divisor de águas para o Grêmio que não pode ficar seis jogos sem vencer no Brasileiro e permanecer na lanterna da competição. Aliás, não será somente uma sequência de seis jogos sem vencer, mas também nenhum jogo vencido até então no Brasileiro. Não pode. Como não pode também a direção simplesmente trocar o técnico ali na frente e não saber os motivos menos urgentes que cabiam a ela resolver.

O mesmo vale para os jogadores. É muito fácil o time fracassar na largada e colocar tudo na conta do treinador. Então, direção, jogadores e comissão técnica precisam juntos lamber suas feridas e deixar o orgulho ferido de lado. Chega de falar que o Grêmio tem time para ser campeão, que a equipe evoluiu, que vão dar a volta por cima. O primeiro sinal de grandeza é saber reconhecer suas fraquezas e acima de tudo colocar toda a energia dentro de campo pelo resultado positivo. A vitória é o melhor remédio para cicatrizar a crise que a cada rodada só piora.


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