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POR QUE O GRÊMIO FOI CAMPEÃO GAÚCHO EM 2026?

Luís Castro x Paulo Pezzolano: sinal positivo para o Grêmio que teve um time mais equilibrado que o Inter. FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Luís Castro x Paulo Pezzolano: sinal positivo para o Grêmio que teve um time mais equilibrado que o Inter. FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A resposta do porquê o Grêmio foi campeão gaúcho em 2026 está numa palavra dita pelo técnico Luís Castro na entrevista após a conquista. O time é mais "equilbrado" hoje e superou o Inter que é justamento o contrário: uma equipe desequilibrada, inclusive do ponto de vista emocional. Bem diferente no início da temporada, quando ainda não havia uma formação ideal, o Grêmio teve tropeços e desencontros. O Inter tirou proveito porque até então mantinha sua base de time mesmo com um técnico novo. Paulo Pezzolano conseguiu criar um modelo de jogo competitivo e até venceu o primeiro Gre-Nal por 4 a 2.

Mesmo assim, a diferença na balança do Campeonato Brasileiro entre os dois rivais acabou dando uma pista de que havia uma equipe na frente. O Inter fez a melhor campanha da primeira fase do estadual, mas na disputa nacional o Grêmio está na frente. O Grêmio não pode se gabar do que faz até aqui no Brasileirão, mas tem junto com o Palmeiras, Fluminense e São Paulo uma campanha 100% dentro de casa, o Inter tem a pior mesmo que fora esteja frente do tricolor. É mais um sinal do desequilíbrio Colorado. A arbitragem também desequilibrou o confronto nos dois Gre-Nais decisivos, sem levar em conta o mérito do erro ou do acerto A expulsão de Bernabei, permitiu lógico que o Grêmio atropelasse o Inter por 3 a 0. Houve algo semelhante que poderia gerar uma vantagem para o Inter no jogo da volta. Um pênalti em Alan Patrick e uma expulsão do zagueiro Viery. Mas com o VAR acionado nada foi marcado. Se o Inter marcasse o gol, ainda haveria parte do primeiro tempo e toda segunda etapa para tentar fazer o mesmo no Beira-Rio que o Grêmio fez na Arena. O desempate poderia até mesmo ser definido nos pênaltis. Só que o desequilíbrio de uma decisão de Bernabei e de uma bola perdida após uma falta mais o mérito do Grêmio em atacar com Amuzu cara a cara com Rochet pode ter definido o campeonato. E o que dizer dos dois gols errados pelo Inter no início do jogo no Beira-Rio, principalmente de Carbonero em ótima defesa de Weverton? O Inter teve mais de 10 escanteios a favor no jogo todo e o Grêmio precisou de 1 para fazer o seu gol com Gustavo Martins. Aliás, foi o jogo das defesas com o Grêmio impecável contra o Inter que falhou como costuma falhar. Até com 10 contra 11, o Grêmio não sofreu gols e terminou 1 a 1. O que fica para o futuro é que o Grêmio tem uma equipe mais competitiva numa escalaçao autoral de Luís Castro. O portguês teve coragem de promover o contestado Pavón a lateral, colocar dois jovens na defesa: Gustavo Martins e Viery. Armou o meio com um volante protedor, um volante construtor e um meia central, dois pontas velozes e um centrovante matador na frente. Fora o goleiro Weverton, que agora mais protegido e adaptado, cresceu. Pode até mudar algumas peças com Tetê e Mec para as pontas, os argentinos Nardoni e Perez além de William no meio. Tem Vilassanti e Braithwaite para se reintegrar. Existe algum desequilíbrio no elenco, principalmente na defesa com defasagem lateral-direito, senão Pavon não jogaria ali e de zagueiros. É só ver o que fez Wagner Leonardo quando foi expulso no segundo Gre-Nal. O título traz confiança num trabaho que não só pode como precisa evoluir. O futebol até aqui foi suficiente para ganhar o Gauchão, mas precisa agora mostrar este equilíbrio e evolução também no Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-americana. Para o Inter, resta lamber suas feridas. Parar de remoer colocando a culpa na arbitragem pelos seus fracassos. É verdade que uma decisão aqui e outra lá poderiam deixar o confronto mais equilibrado. Mas é preciso que o Inter enxergue o seu desequlíbrio. Um time que constrói bem, com intensidade, mas na hora de definir na frente não consegue sempre ser objetivo. Tem boa jogadas de encanteio no ataque, mas é um desastre quando tem escanteios contra. A boa notícia é que Paulo Pezzolano soube montar uma equipe bem estruturada e com criativiadade, quando coloca Bruno Gomes como um terceiro zagueiro que sai para o meio, Bernabei bem avançado na esquerda e protegido pelo meio, onde Alan Patrick é cerebral no centro do time. Tem ainda dois pontas como Carbonero que corta por dentro e Vitinho que abre mais e finaliza bastante. Borré é hoje muito participativo e voltou a marcar gols, mesmo que ausente em alguns jogos. Embora tenha trazido Alerrandro para centrovante, não peças de reposição do mesmo nível dos titulares. A pior notícia é que a defesa tornou-se um problema grave, agravada pela saída de Vitão. Não tinha no Gauchão um lateral reserva para Bernabei que já não vai bem na recomposição e na direita precisa improvisar Bruno Gomes. Não há um zagueiro confiável. O melhor é Mercado, mas que não vai aguentar alguns jogos inteiros muito menos toda a temporada. Quem é hoje o melhor companheiro. Parece ser Victor Gabriel e não Félix Torres, nem Juninho. São muitas dúvidas. A certeza é de que precisa contratar com urgência para a defesa. Do contrário, o ano que começa pior sem o título Gaúcho pode ser ainda mais desastroso sem escapar do rebaixamento.

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