• Caco da Motta

Procura-se uma taça no Beira-Rio

Diego Aguirre pode estar de volta ao Inter para substituir Ramirez.

O Inter procura mais um técnico. Desta vez, para substituir o espanhol Miguel Ángel Ramirez, após uma sucessão de resultados e desempenho ruins do time. Na verdade, o Inter vive um período de vacas magras de títulos e acaba atropelando os planos para tentar voltar a levantar uma taça. Embora a direção esteja empenhada em tentar manter a convicção de um time propositivo, talvez isso não seja possível. Diego Aguirre é a bola da vez.

Um dos nomes especulados é do português Marco Silva. Segundo o Ge.com o staff do técnico informou que ele não pretende trabalhar no Brasil. Não adianta ele ter a proposta de jogo que o Inter defende se não haverá tempo para fazer isso. Terá menos tempo que o espanhol e mesmo que fale a nossa língua, vai demorar para falar a linguagem do grupo de jogadores do Inter. Lisca saiu do América Mineiro. Pediu demissão. Notícias dão conta que ele não é a bola da vez. Cuidado. Melhor o Inter se manifestar a respeito disso. Lisca é um profissional que tem forte ligação com o Internacional. Se alguém vazou que ele não está na mira, ele vai ficar sabendo e depois será tarde demais. Ele vai aceitar ser a última carta do baralho? Ja vimos este filme com Abel Braga magoado, Mano Menezes furioso. Todos com razão.

Diego Aguirre é mesmo uma ótima ideia para o Inter. Pode executar o modelo de jogo de proposição, mas sem se descuidar da forte marcação. Algo mais equilibrado que a ousadia de Ramirez e do próprio Eduardo Coudet. Ele é uruguaio, mas jogou no Inter, treinou o próprio Inter, São Paulo e Atlético-MG. Não vai ter problema de linguagem. A dúvida é sobre o trabalho do preparar físico de confiança de Aguirre, Fernando Piñatares, que foi considerado um dos pontos chaves para a saída do técnico quando treinava o Internacional.

O Internacional precisa planejar com calma, apesar de ter pouco tempo. Mas caso não encontre um nome, é melhor seguir com Osmar Loss como defendi aqui. Assim, terá um certo fôlego para escolher o novo técnico. A direção não pode errar de novo. É preciso recuperar um futebol competitivo, independente de modelo de jogo. O campeonato mundial do Inter foi conquistado com um futebol pragmático e de muita qualidade. O clube não tem grupo para se moldar a um sistema. O sistema é que precisa montar um time com o que tiver de melhor, de médio e de pior. A pressa deveria ser para encontrar logo um mestre do preparo físico. Mais um técnico seria o quinto em tão pouco tempo pós Coudet, Abel, Ramirez e Loss. Haja convicção! E nada de taça, faz tempo, nem de Gauchão. Até rimou.

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