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Além do estádio remodelado, um centro esportivo multiuso será construído em Londres
Além do estádio remodelado, um centro esportivo multiuso será construído em Londres

Um dos palcos mais históricos do futebol inglês, que hoje parece esquecido, está prestes a ganhar uma nova vida. O antigo estádio do complexo esportivo Crystal Palace National Sports Centre, no sul de Londres, será totalmente revitalizado após anos de abandono. O local entrou para a história por ter sediado 21 finais da FA Cup, antes da competição migrar definitivamente para Wembley. Não confunda, porém, o Crystal Palace National Sports Centre com o clube Crystal Palace, nem o prédio Crystal Palace. (Entenda a história de cada um, no final deste artigo)


A revitalização, orçada em cerca de 130 milhões de libras, pretende transformar novamente o espaço em um grande polo esportivo da capital inglesa, recuperando uma área que hoje sofre com infiltrações, deterioração e falta de manutenção.


Um palco histórico do futebol inglês

Estádio no Crystal Palace nas finais da FA Cup no início do século XX
Estádio no Crystal Palace nas finais da FA Cup no início do século XX

Muito antes do atual Wembley Stadium se tornar o símbolo das finais inglesas, o grande palco da decisão da FA Cup era o campo localizado dentro do complexo do Crystal Palace. Entre 1895 e 1914, o estádio recebeu 20 finais masculinas da FA Cup, além de outros jogos históricos do futebol britânico. Décadas depois, o local também foi palco da primeira final da Women's FA Cup, em 1971.


Alguns desses jogos entraram para a história. Em 1913, por exemplo, 121.919 pessoas lotaram o estádio para assistir à final entre Aston Villa e Sunderland, uma das maiores assistências já registradas em uma partida doméstica.


Da glória ao abandono


Apesar do passado glorioso, o complexo esportivo entrou em decadência nas últimas décadas. A estrutura do centro esportivo, inaugurado em 1964, sofreu com falta de investimentos e acabou fechando parcialmente após problemas de segurança e deterioração estrutural. Relatos recentes apontavam arquibancadas degradadas, infiltrações e até acúmulo de sujeira e fezes de pombos em áreas internas.


O lugar que já recebeu atletas de elite e grandes eventos esportivos passou a simbolizar um patrimônio esportivo abandonado em uma das cidades mais importantes do esporte mundial.


O plano de renascimento


Agora, autoridades de Londres querem mudar esse cenário. O projeto de reconstrução prevê modernização completa do estádio de atletismo, ampliação da capacidade para cerca de 25 mil espectadores, novas quadras esportivas como padel, basquete 3x3 e futebol society, academia ampliada, espaços comunitários, modernização do complexo aquático e instalações sustentáveis com energia elétrica e painéis solares.


A ideia é transformar o local novamente em um centro esportivo de alto nível, capaz de receber competições internacionais e eventos de atletismo, além de atividades comunitárias. As obras devem começar em 2026, com conclusão prevista para o final da década.


Um pedaço da história do futebol


Se o projeto se concretizar, Londres poderá recuperar um espaço que ajudou a construir a tradição da FA Cup, o torneio de futebol mais antigo do mundo. O campo que um dia recebeu multidões para decidir o principal troféu do futebol inglês pode voltar a ser, mais de um século depois, um símbolo esportivo vivo da cidade. Entenda as 3 histórias por trás domesmo nome: Crystal Palace O Palácio Crystal Palace

O Crystal Palace foi um enorme palácio de ferro e vidro construído para sediar a Great Exhibition de 1851 em Londres. Após a exposição, a estrutura foi desmontada e reconstruída no sul da cidade, onde permaneceu como centro de eventos e entretenimento até ser destruída por um incêndio em 1936.

O Parque Crystal Palace

O Crystal Palace Park surgiu justamente para abrigar o palácio quando ele foi transferido para o sul de Londres. Inicialmente era um complexo privado de lazer, com jardins, eventos e instalações esportivas. Em 1913 o parque passou ao controle público e hoje é um espaço administrado pela cidade.

O clube Crystal Palace

Selhurst Park: a casa do Crystal Palace F.C.
Selhurst Park: a casa do Crystal Palace F.C.

O Crystal Palace F.C. nasceu em 1905 ligado ao complexo do palácio. A Crystal Palace Company, proprietária do edifício de exposições, fundou o Crystal Palace Club em 1857 para jogar críquete, antes de se dedicar ao futebol. O clube herdou o nome do edifício histórico e da Cia, embora hoje jogue em outro estádio, o Selhurst Park.


A possível ausência do Irã na FIFA World Cup 2026 abriu um debate raro no futebol mundial. O país já está classificado para o torneio, mas o governo iraniano anunciou que a seleção não pretende disputar a competição que será organizada por Estados Unidos, Canadá e México. A declaração foi feita pelo ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo ele, o país não tem condições políticas ou de segurança para participar do torneio após os ataques que desencadearam uma nova guerra regional e a morte do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.


A decisão provocou repercussão imediata no futebol internacional. A situação envolve diretamente a FIFA, presidida por Gianni Infantino, que ainda não anunciou oficialmente qual será o procedimento caso a desistência se confirme. Antes da crise se agravar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado que o Irã seria bem-vindo para disputar a Copa. Mais recentemente, porém, disse que não se preocupa se o país decidir não participar do torneio.


A própria federação iraniana também deixou claro que o clima político afeta diretamente o futebol. O presidente da entidade, Mehdi Taj, afirmou que depois dos ataques militares não é possível esperar que a seleção pense no Mundial com normalidade. Entre os jogadores, o ambiente também é de forte mobilização. Alguns atletas têm usado nas redes sociais a hashtag #ایرانم, que significa “Meu Irã”, como demonstração de identidade e apoio ao país. O atacante Mehdi Taremi já havia feito manifestações públicas em momentos de tensão política no país, enquanto o também atacante Sardar Azmoun foi um dos jogadores que se posicionaram nas redes sociais em apoio à população iraniana durante protestos e crises internas. Irã: O Campo de Batalha das Mulheres no Futebol

O futebol iraniano precisa contornar outra crise gerada pelo regime do país sempre cruel com as mulheres que ficaram 40 anos sem poder frequentar os estádios para torcer. O jogo histórico com a presença de 4 mil iranianas aconteceu em 10 de outubro de 2019, no Estádio Azadi, em Teerã, válido pelas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2022. O Irã venceu Camboja por 14 x 0.  O palco deste marco, porém, foi bombardeado no último dia 5 de março pelos Estados Unidos e a imagem hoje é triste em contraste com a alegria daquelas mulheres. Em dezembro de 2023, cerca de 3.000 mulheres também foram permitidas ir no estádio Azadi, em Teerã, para assistir ao clássico entre Persepolis e Esteghlal.  

Estádio Azadi bombardeado pelos Eua em Teerã
Estádio Azadi bombardeado pelos Eua em Teerã

Ver a seleção do Irã pelas mulheres ainda é uma raridade, apesar da pressão da FIFA. Tanto que o capitão Alireza Jahanbakhsh se manifestou no seu instagram em 2022 contrariado com esta situação no jogo Irã 2 x 0 Líbado em Mashhad (مشهد) pelas Eliminatórias da Copa. Ficar fora do mundial é uma derrota também para as mulheres iranianas que nos EUA poderiam, antes da guerra, comparecer livremente nos jogos.

Além disso, têm o episódio recente na última terça-feira, 11/03/2026, no jogo de estreia do Irã contra a Coréia do Sul, em Sidney, na Austrália, onde as jogadoras se recusaram a cantar o hino nacional. Em resposta, a mídia estatal iraniana rotulou-as como "traidoras em tempos de guerra", o que gerou temores reais de perseguição e até pena de morte caso retornassem ao país. Mas pelo menos 11 membros da delegação entre atletas e comissão técnica que pediram asilo foram atendidos pelos australianos.


O fato me fez lembrar o primeiro episódio da da 4ª Temporada da Série Morning Show da apple TV. Roya Nazeri, interpretada por Ava Lalezarzadeh, é uma esgrimista adolescente que representa a equipe iraniana nas Olimpíadas. O enredo da deserção ocorre quando Alex Levy (Jennifer Aniston) entrevista Roya e seu pai, Arsham, que secretamente pedem asilo político durante a cobertura da UBN nos Jogos Olímpicos. A cena envolve uma fuga tensa, em Nova York onde Alex ajuda Roya e seu pai a escaparem dos guardas iranianos que a supervisionavam. Imperdível e conectado com a realidade de atletas do Irã.

COMO A FIFA PODE SUBSTITUIR O IRÃ?


Caso a desistência seja confirmada, o regulamento da Copa permite que a FIFA aplique punições à federação iraniana e escolha outra seleção para ocupar a vaga. As sanções podem incluir multas e até suspensões em competições futuras. Mas é algo improvável devido ao motivo por força de uma guerra. A entidade também tem autonomia para decidir qual associação assumirá a vaga deixada pela seleção iraniana. Normalmente o critério esportivo pesa na decisão. Por isso, a tendência seria chamar outra equipe da Ásia ou um país que tenha ficado próximo da classificação nas eliminatórias.


QUEM PODE ENTRAR NA VAGA?


Um dos principais candidatos seria o Iraque. A seleção asiática disputa a repescagem intercontinental que definirá duas vagas restantes para o Mundial. O torneio reúne seis seleções de diferentes continentes: Bolívia, Iraque, Jamaica, Suriname, Nova Caledônia e República Democrática do Congo. Duas delas garantirão as últimas vagas para a Copa. No formato atual, Bolívia enfrenta o Suriname em uma semifinal e o vencedor encara o Iraque na final de uma das chaves da repescagem.


Se o Iraque fosse promovido diretamente para substituir o Irã no Mundial, essa chave poderia sofrer alteração. Nesse cenário, as seleções envolvidas na semifinal, Bolívia e Suriname, poderiam disputar uma vaga direta na Copa. Outra possibilidade seria a FIFA incluir uma nova seleção asiática na repescagem para equilibrar o torneio. Nesse caso, um candidato natural seria os Emirados Árabes Unidos, que tiveram campanha competitiva nas eliminatórias da Ásia e poderiam entrar por ranking ou desempenho geral.


IMPACTO NO MUNDIAL


Caso a saída se confirme, a vaga do Irã passaria automaticamente para a seleção escolhida pela FIFA, que herdaria também o lugar do país no grupo da Copa. A situação mostra como a geopolítica pode influenciar diretamente o futebol internacional. Seria uma das raras vezes em que um país classificado em campo abre mão de disputar uma Copa do Mundo por razões políticas e militares.

Hernan Crespo foi demitido na sua segunda passagem como técnico do São Paulo. Foto: Rubens Chiri e Miguel Schincariol/Saopaulofc.net
Hernan Crespo foi demitido na sua segunda passagem como técnico do São Paulo. Foto: Rubens Chiri e Miguel Schincariol/Saopaulofc.net

A demissão de Hernán Crespo nesta segunda-feira (9) abriu mais uma vez o debate sobre o comando técnico do São Paulo. A decisão foi tomada após reunião da diretoria no CT da Barra Funda e pegou muita gente de surpresa, até porque o treinador argentino ainda tinha números razoáveis na temporada e não parecia sob pressão pública imediata.

Nos bastidores, porém, o desgaste já existia. A falta de sintonia com parte do elenco, divergências sobre o planejamento da temporada e a avaliação interna de que o time não evoluía em campo acabaram pesando para a saída. Agora começa o movimento mais interessante do futebol: o das hipóteses.

Se fosse uma escolha baseada em perfil e impacto imediato, dois nomes me parecem naturais para entrar na discussão do São Paulo. O primeiro é Filipe Luís. Recém-demitido sem uma justificativa convincente do Flamengo, ele representa uma geração nova de treinadores brasileiros, com ideias modernas e leitura de jogo sofisticada. Como jogador foi cerebral, tático, um estudioso do futebol europeu. Como técnico, um começo de sucesso com tudo que conquistou pelo Flamengo, principalmente a Liberadores e o Brasileirão de 2026. Mas ele já disse que não quer treinar no Brasi em 2026.

O outro nome seria um impacto imediato: Marcelo Gallardo. O treinador argentino acaba de pedir para deixar o River Plate e é, sem exagero, um dos técnicos mais influentes do futebol sul-americano na última década. Gallardo entrega algo raro no continente: competitividade internacional, personalidade forte e capacidade de reconstruir elencos sem perder identidade de jogo. Se não estava bem no River Plate, era mais por causa do contexto geral do clube com um elenco renovado em muitas peças e aproveitamento de jovens que leva tempo. Missão que caberá a Eduardo Coudet. De concreto, a ESPN traz a informação de que depois de tentar Filipe Luis, a bola da vez é Roger Machado. Acredito quando o São Paulo troca de técnico, a discussão inevitavelmente é subir de nível. Voltar a apostar em bons técnicos como Fernando Diniz não parece um cenário adequado para o momento. Roger Machado é um ótimo técnico, mas não consegue se sustentar em grandes clubes. É jovem e pode finalmente dar um salto com uma grande conquista. mas é bom que o torcedor do São Paulo saiba que o elenco é para no máximo brigar pela Copa do Brasil como fez o Corinthians. O mínimo que se espera do São Paulo é que pense numa solução diferente e ousada. Do contrário, não teria porque demitir Crespo agora.

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