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Douglas Costa vai vestir a camisa 10 do Grêmio. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Douglas Costa, 30 nos, tem a alma tricolor, o DNA do Grêmio e comprovou o desejo de ser campeão no time do coração. Apresentado nesta quarta-feira (26/05), o jogador fez questão de ressaltar seu sangue azul. "É meu clube do coração, minha família é gremista, vive aqui. É o melhor presente que poderia dar ao Grêmio", destacou. O jogador não definiu um prazo para estreia, mas está treinando normalmente, embora ainda vá casar e tirar uns dias de lua de mel. O mais importante é o casamento dele, de novo, com o Grêmio onde poderá render grandes vitórias e títulos que ele nunca conquistou com a camisa tricolor.

Veja como foi a apresentação oficial:



Se Marcelo Lomba não sofrer gols no Paraguai contra o Olimpia, Inter encaminha classificação na Libertadores. Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

O Inter só luta e nada de glória, desde 2016. Foi quando consquistou o Campeonato Gaúcho. De lá para cá, teve o tombo para a segunda divisão do Brasileiro, se reergueu. Mas na hora da verdade, de decisão, fraqueja. Foi assim até mesmo no ano seguinte contra o Novo Hamburgo na decisão do Gauchão. Na série B, ficou atrás do América Mineiro. Além dos incontáveis Gre-Nais perdidos, perdeu a decisão da Copa do Brasil para o Atlético-PR, e, recentemente, não superou o Flamengo em confronto direto tampouco marcou um gol contra o Corinthians em casa ara ser campeão brasileiro.

Me lembrei da música do gigante Charlie Brown Jr. para ilustrar este momento do Inter. "A vida me ensinou a nunca desistir. Nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir", diz a letra. Qual foi a evolução do Inter desde aquele período de queda e derrotas? Muitas, mas ainda não suficientes para chegar ao topo de uma competição. Vários técnicos passaram neste período. Cito três que foram bem: Odair Hellmann, Eduardo Coudet e Abel Braga. Mas não ganharam títulos.

A responsabilidade maior será sempre dos jogadores. O grupo do Inter mudou bastante, mas há uma base, de uns anos para cá, com Lomba, Cuesta, Dourado, Edenilson. Com Taison, vai mudar bastante para melhor. Mas o tempo é curto. O Inter tem, de novo, uma sequencia de luta. Olimpia, nesta terça-feira, no Paraguai pela Libertadores, Grêmio, domingo na Arena, e o jogo decisivo na quarta, 26 de maio, no Beira-Rio contra o Always Ready. O Gauchão ficou mais distante, é melhor colocar todas as forças na Libertadores, mesmo que não seja candidato ao título.

O espanhol Miguel Angel Ramirez implantou um novo modelo de jogo. Evoluiu, mas não o suficiente. A bola está com os jogadores para tentar reverter um quadro pintado por eles. "Hoje estou feliz. Acordei com o pé direito. E eu vou fazer de novo. E vou fazer muito bem feito", diz a letra de Chorão. É esperar para ver. Quem sabe, em breve, o torcedor não vai poder cantar: "Dias de luta, Dias de Glória, do Desporto Nacional, o Internacional."


Renato Gaúcho na mira do Corinthians após a demissão de Mancini

Renato Gaúcho (para nós gaúchos, o Portaluppi), nunca escondeu o sonho de treinar a Seleção Brasileira. Para tanto, precisa algo mais que o sucesso no Grêmio e no próprio Fluminense, como jogador e como técnico. Não basta a coleção de títulos. É fato que o Brasil está bem servido com Tite à frente do time canarinho. Nem se cogita a saída do técnico. Recém convocou o time para as Eliminatórias de 2022. Mas ele é o próprio exemplo de que o Timão pode ser um trampolim para sensibilizar a CBF para uma futura convocação de um substituto a longo prazo.

Assim como Tite, Mano Menezes teve sucesso no Grêmio, mas foi a partir do Corinthians que as portas da Seleção se abriram para ele. O mesmo vale para quem costuma ter sucesso no Flamengo e, invariavelmente, no futebol paulista. Felipão, depois do sucesso no Grêmio, brilhou no Palmeiras e comandou o Brasil no último título mundial, o Penta, em 2002.

Não deveria ser assim. Grandes técnicos passaram tanto pelo Grêmio como pelo Internacional, ou mesmo pelo Cruzeiro e pelo Atlético-MG e não foram convocados pela CBF. O próprio Telê Santana, do Galo, trabalhou no Grêmio em 1977, só foi parar na Seleção após o sucesso no São Paulo.

Não importa. Na fase ruim que está o Corinthians, se o Renato assumir e conseguir reerguer o time estará dando um grande passo na carreira como técnico. Curioso para ver ele no mercado de São Paulo, com a pressão de uma grande torcida e reencontrando Luan e Ramiro que, com ele, foram vitoriosos.

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