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Sai Roger, entra Renato pela quarta vez técnico do Grêmio.

Roger Machado assumiu sob forte pressão em fevereiro deste ano. Renato saiu mas era uma questão de tempo para ele voltar. O presidente Romildo Bolzan Junior havia sido convencido de seus pares de que era hora de mudar e o Grêmio do Renato não era mais o mesmo. Se arrependeu ainda mais depois de Tiago Nunes, Felipão e Mancini não conseguirem evitar o rebaixamento do Grêmio. Mancini começou a temporada, mas logo Roger veio sob o total apoio do vice de futebol, Dênis Abrahão, e do diretor de futebol, Sergio Vasquez. A torcida tentou digerir, mas nunca engoliu. Romildo ligou o sinal de alerta. Na primeira oportunidade que teve, implodiu tudo e trouxe Renato de volta. Ele nunca quis demitir Renato.

Roger teve pelo menos três fases neste período do Grêmio. Um primeiro time que se acertou com três volantes quando ganhou do Inter por 3 a 0 no Gre-Nal. Mas depois teve que mudar na Série B e veio o esquema com três zagueiros e por fim uma equipe com Lucas Leiva de primeiro volante e às vezes até com três atacantes que acabou não funcionando. Apesar de ter conquistado o título gaúcho e deixado o Grêmio no G4, o ex-técnico nunca convenceu o torcedor. A campanha chegou a ser boa, mas o desempenho não. O clima para o jogo contra o Vila Nova em casa era insustentável após uma sequência de 4 jogos sem vencer, três derrotas e um empate.

Só o vice de futebol, Denis Abrahão poderia segurar Roger. Mas ele preferiu deixar o cargo à disposição e avisar Roger que nem ele seguiria mais a pedido de Romildo. Denis com o Grêmio subindo e um bom futebol, seria candidato à presidência certamente como apoio de Romildo. Tudo isso também ruiu. Volta agora à condição de torcedor querendo ver Renato subir com o Grêmio.

Ficou claro que Renato é um plano de emergência para motivar a torcida e o time, além de arrumar a casa. Ainda não é um projeto para 2023. Este deveria ser o maior motivo para preocupação do torcedor, mas o Renato abafa tudo. Todo debate político que será travado no conselho e até a eleição, também será neutralizado. A oposição pensava em Renato e se quiser ousar apresentando outro nome para 2023, vai perder apoio. Enfim, o grande problema do Grêmio não vai mudar agora: o elenco. De todas as contratações desde o período do Renato, qual deu muito certo? Os grandes jogadores seguem sendo os mesmos, Geromel, Kanemann, Ferreira e Diego Souza. Dois estão machucados e dois caindo de rendimento. Podemos incluir os dois goleiros. Brenno e Gabriel Grando são muito bons. É 100% de erro nas contratações. Isso nem o Roger nem o Renato arrumam. Mas a troca do técnico é um plano emergencial que promete fazer barulho ou no mínimo silenciar as vaias.


Bitello arranca para mais uma jogada perseguido por jogador do Brusque
Bitello foi o melhor do Grêmio em Brusque. Marcou o primeiro gol no empate por 1 a 1

O Grêmio terminou o primeiro turno da Série B com um empate com o Brusque por 1 a 1 em Santa Catarina. O resultado manteve o Grêmio na quarta colocação, dentro do g4, objetivo principal para voltar a Série A. No primeiro tempo, o Brusque se fechou bastante impedindo as iniciativas do Grêmio que voltou a ter dificuldades de criar situações de gol para Diego Souza, com Biel e Campaz mais apagados. Ferreira sofria faltas duras que até poderiam ter levado a expulsão de Rodolfo Potiguar. Bitello chegou uma vez. Mas o time catarinense chegou forte pela esquerda com Fernandinho que parou em Boa defesa de Grande e o lateral Airton, o melhor em campo.

No segundo tempo, o Grêmio começou melhor e chegou ao gol com Bitello em bonita tabela com Biel. Mas logo em seguida Wallace Reis deixou tudo igual de cabeça após cruzamento de Airton. Roger colocou Janderson e Elias e podia até ter perdido o jogo. São oito jogos sem vencer fora de casa. Vem ai o returno com os reforços de Lucas Leiva, Thaciano e Guilherme. A expectativa é de que o Grêmio possa evoluir ainda mais para ter um acesso bem tranquilo e estar de volta à série A em 2023.


Técnico Roger Machado aponta com as mãos em tom de iritação
Pequeno em Itu: Roger indignado com o time . Foto: Mauro Horita/GFPA

O Grêmio ainda não acordou na Série B. Só após 7 rodadas, o técnico Roger Machado começa a falar mais em um campeonato diferente, de maior força física , bolas aéreas, etc. Foi o que se viu no empate contra o Ituano por 1 a 1, onde o Grêmio poderia até ter perdido tamanha a falta de competitividade no primeiro tempo e nos minutos finais quando vencia. O time tem carências físicas e mentais e assim a técnica e a tática não funcionam. É um mix de jogadores frágeis, pesados, no DM, de idade avançada ou sem atitude, como disse o vice de futebol, Denis Abrahão. Mas foi ele que montou o grupo. Roger não é o maior responsável. Precisa entender que não é hora de tornar o Grêmio mais solto, mais leve. O Criciúma vem aí igualzinho a Chapecoense. Empate é vitória, mas não vai abrir mão de competir.





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