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É difícil responder à pergunta: por que o São Paulo troca Crespo por Roger Machado? Existem muitas especulações e informações apuradas, mas nada foi confirmado oficialmente pelo clube. A notícia é que o São Paulo encaminhou acerto com Roger logo após a saída de Crespo.

O motivo que mais se encaixa nesta troca parte da justificativa da saída de Hernán Crespo. O técnico teria afirmado internamente que o objetivo na temporada seria fazer campanha para não cair no Brasileirão. Os dirigentes querem mais.

Roger foi campeão estadual por alguns clubes onde passou. Isso Crespo também foi. Fracassou em campanhas do Brasileirão e da Libertadores, os títulos mais cobiçados pelos grandes clubes do futebol brasileiro como o São Paulo. O último trabalho no Inter é semelhante a todos os outros no Bahia, Grêmio, Palmeiras e Fluminense, exceto no Juventude e no Novo Hamburgo, que ajudaram a projetar seu nome porque seus objetivos eram menores.

Roger Machado é um excelente técnico no plano de jogo e nos modelos táticos. Seus times costumam jogar com trocas de passes em transições criativas. Em alguns momentos ficam mais expostos na defesa, mas ainda assim encantam quando o time encaixa. Suas explicações em entrevistas e coletivas lembram um professor explicando como funciona o desenho do time dentro de campo.

Mas existe algo além disso que sempre começa a desmoronar o desempenho de suas equipes. Nunca tive oportunidade de entrevistar Roger pessoalmente, mas gostaria de perguntar a ele exatamente sobre essas quedas de rendimento que aparecem em vários trabalhos.

No Inter, o início foi empolgante. Muitos apontavam o time como candidato a uma grande temporada em 2025. Depois das eliminações para Flamengo na Libertadores e para Fluminense na Copa do Brasil, o rendimento caiu drasticamente. O Inter entrou na zona de rebaixamento e só escapou após mudanças no comando técnico, até que Abel Braga conduziu a equipe à permanência na última rodada. No Grêmio, na última passagem, Roger também saiu porque a campanha na Série B não transmitia segurança para o acesso. Todo grande profissional pode se reinventar e dar a volta por cima. Mas não vejo o cenário do São Paulo como ideal para Roger Machado.

Ele terá que fazer mais do que Crespo, que não fez pouco neste início de Brasileirão, e terá praticamente o mesmo elenco à disposição, que não tem o peso de grupos como os de Flamengo e Palmeiras. Ou seja, o São Paulo pode repetir o que Corinthians e Vasco fizeram na temporada passada e chegar a uma final de Copa do Brasil. Na Libertadores, pode repetir o que aconteceu com o Inter. Basta encarar um destes elencos mais fortes que não será favorito.

Mesmo que Roger se supere, ele não tem muitos elementos para ir tão longe. Foi isso que Crespo disse e não durou no cargo. Então são dois problemas. O São Paulo precisa se reforçar mais. E Roger necessita encontrar um plano de gestão de time que não seja apenas a parte tática e o campo de jogo. Existe alguma coisa que não consigo entender quando seus trabalhos começam bem e depois decepcionam. Pode ser relação com os jogadores, pode ser a parte física da equipe de trabalho. Só ele pode descobrir.

"Eu sei do desafio que estou enfrentando no São Paulo", disse Roger ao chegar à capital paulista antes de ser anunciado oficialmente. Boa sorte ao Roger.


Técnico Roger Machado aponta com as mãos em tom de iritação
Pequeno em Itu: Roger indignado com o time . Foto: Mauro Horita/GFPA

O Grêmio ainda não acordou na Série B. Só após 7 rodadas, o técnico Roger Machado começa a falar mais em um campeonato diferente, de maior força física , bolas aéreas, etc. Foi o que se viu no empate contra o Ituano por 1 a 1, onde o Grêmio poderia até ter perdido tamanha a falta de competitividade no primeiro tempo e nos minutos finais quando vencia. O time tem carências físicas e mentais e assim a técnica e a tática não funcionam. É um mix de jogadores frágeis, pesados, no DM, de idade avançada ou sem atitude, como disse o vice de futebol, Denis Abrahão. Mas foi ele que montou o grupo. Roger não é o maior responsável. Precisa entender que não é hora de tornar o Grêmio mais solto, mais leve. O Criciúma vem aí igualzinho a Chapecoense. Empate é vitória, mas não vai abrir mão de competir.






O Internacional anunciou na noite desta quarta-feira que Diego Aguirre não é mais técnico do clube. A nota oficial também confirma as saídas do auxiliar técnico Juan Verzeri e do preparador físico Fernando Piñatares. Nem para seleção do Uruguai ele vai porque o Diego Alonso foi o escolhido da AUF.

Veja Nota do Inter :

O Inter procura um novo técnico e dos perfis avaliados pela direção colorada, o melhor é Roger Machado, que pode fazer o Inter jogar melhor do que com Aguirre, com um futebol mais criativo e de imposição tática. Os argentinos Sebastian Beccacece, do Defensa y Justicia, e Eduardo Domínguez, do Colón, seguem na mira do Inter, mas não teriam muito tempo de adaptação. Destes, prefiro Beccacece. Roger ainda é o melhor, mas nenhum vai fazer o Inter ganhar algum título que não seja no máximo o Gauchão com o grupo de jogadores que tem e com o que se projeta de mudanças no elenco. O ano de 2022, de novo, é de reconstrução. Isso porque se não melhorar, ainda pode ter que lutar para não ser rebaixado.

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