O empate mais amargo do Inter de Mano Menezes

Wanderson marcou o gol do Inter que depois parou e permitiu o empate do Atlético-GO. Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

O Internacional chegou ao quinto empate consecutivo no Campeonato Brasileiro no pior jogo sob o comando do técnico Mano Menezes nesta segunda-feira (30/05), no Beira-Rio. Um noite fria, uma noite longa, cujo o tempo não passava e a vitória escapou. Ou escapou da derrota? O placar de 1 a 1 contra o Atlético-GO foi injusto pelo que apresentou o time goiano e pelo que não apresentou o Internacional. Sem posse de bola, sem ações ofensivas e com pouco poder de desarme, o Inter foi totalmente dominado pelo adversário.

O próprio técnico Mano Menezes reconheceu que poderia ter perdido por problemas táticos, apesar do time aparentar cansaço. Pode ter sido pela desorganização das peças coloradas em campo. A começar pela entrada do garoto Cadorini, que merecia uma oportunidade e deve ter outras, mas não apareceu. Também foi pouco acionado. Numa única vez, chutou fraco. O Inter se impôs somente até o primeiro gol, quando retomou a bola e Alan Patrick serviu Wanderson para fazer 1 a 0, logo no início. Depois, não viu mais a bola porque Marlon Freitas, Baralhas, Jorginho e Wellington Rato dominaram o meio-campo contra Dourado, Edenilson, Alan Patric e De Pena. Os laterais caíram de produção, principalmente Bustos de quem se espera mais.

No segundo tempo, Mano abriu mão do centroavante e colocou Taison fora de ritmo. Piorou sem a referência. Tirou Alan Patrick e De Pena e colocou Pedro Henrique e David. Perdeu dois armadores, seguiu sem referência e, pressionado, sofreu um gol de Diego Churin que não marcava há quase 400 dias, desde quando jogava no Grêmio. Colocou Wesley Moraes e perdeu o melhor atacante, o cara da velocidade, o autor do gol, Wanderson. O goleiro Daniel, decisivo contra o Inter no gauchão e na Copa do Brasil, desta vez decidiu a favor. O melhor em campo. Alemão e Mauricio fizeram falta. Mas será que o Inter tem grupo para Sul-americana e Brasileiro? O tempo dirá.