Os 7 erros do Inter no Gre-Nal

1 - O Inter chegou ao Gre-Nal com um técnico que vivia em um outro planeta diferente do clássico gaúcho e só após da derrota vai começar a entender na carne o que é viver este jogo. Odair Hellmann não devia ter saído, apesar de ter ido muito mal nos jogos decisivos. E o pior: o novo técnico tem data de saída marcada o final do ano, que pode ser antecipada em uma nova crise de maus resultados.
2 - A falta de sintonia da direção de futebol de Roberto Mello e do executivo Rodrigo Caetano fica evidente após o jogo quando o vice dá um discurso de insatisfação total, transferindo a responsabilidade sobre todos os demais abaixo dele e o executivo canta uma música diferente. Zé Ricardo foi ideia de Caetano, mas todos da direção aprovaram.
3 - O técnico Zé Ricardo mudou três vezes o time e justamente no Gre-Nal ele arrisca empilhar atacantes e abrir mão de um meio-campo reforçado. Ele só apostou na velocidade e não na organização. Ousadia é uma coisa, agora esta escalação foi suicida.
4 - O Inter não tem qualidade nas laterais, A exceção é o garoto Heitor que estava suspenso e talvez improvisar seja melhor que colocar em campo jogadores como Bruno, Wendell e Zeca. São avenidas Beira-Rio.
5 - D'alessando é o único meia-armador do Inter. Apesar de ser um jogador lento, tem movimentação intensa e passe de alta qualidade. Qualquer outra tentativa é improvisação. Por isso, falei que se quisesse manter a velocidade do time, deveria encostar um meia-atacante como Neílton e não substituir D'alessandro. Sem o argentino, o adversário tem a bola no meio-campo e o Inter sofre mais gols como se viu até na vitória contra o Bahia. 6 - Guilherme Parede e Welligton Silva são piores que Nico Lopez e Rafael Sóbis. Correr mais não significa jogar mais. E quando o novo técnico aposta nestes jogadores e eles não correspondem, aqueles que jogam mais começam a perder a referência da falta de liderança. Sóbis sai mais cedo do jogo e Nico força o cartão amarelo para não viajar a Fortaleza.
7 - O maior erro de todos é a falta de convicção do departamento de futebol colorado. Ninguém sabe qual é o modelo de jogo do Inter, nem sabe quem são pelo menos 5 titulares absolutos. Lomba, Heitor, a dupla de zaga, Edenilson e Paolo Guerrero. Nenhum é tão regular quanto o goleiro. Mas ele é expulso no Gre-Nal num lance destemperado que no dia seguinte precisa pedir desculpas numa entrevista coletiva. Quando o capitão é expulso o time fica sem rumo, lomba baixo.





O que esperar de um time que mantém Potker e Pedro Lucas na reserva (às vezes nem no banco, caso do guri) e escalava Trellez até ninguém aguentar mais. Agora tenta impor Parede? O que é isso? Wendell foi o cara que mais jogou partidas no Inter, em 2019 e tudo mundo está vendo o que ele "não"faz. Agora, se é um guri da base, faça o mínimo erro e sai banido do time!