Quem tem boca vai ao Mundial

Abel Ferreira pode conquistar o inédito título Mundial de Futebol para o Palmeiras.

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, é quase um poeta com as palavras. Não é por isso que está na final do Mundial contra o Chelsea em Abu Dhabi. O jogo acontece neste sábado (12/02) no estádio Mohammed Bin Zayed. Mas admiro as analogias e explicações que dá a respeito do seu time, do trabalho e do futebol em geral. Ele cita que se fosse levar em conta somente a questão financeira no confronto, o Chelsea estaria na frente. Em certo momento falou, para dimensionar o desafio, em "tamanho da montanha que temos que escalar".

O português sustenta que o time precisa ter coragem para driblar, para atacar, até se divertir, e o objetivo sempre foi ser campeão. Deve repetir o time que venceu o Al Ahly por 2 a 0. embora costuma armar surpresas táticas de acordo com o adversário. O Palmeiras é uma equipe de alta qualidade com jogadores capazes de desequilibrar como Raphael Veiga e Dudu. E ainda tem uma muralha no gol: Weverton. Precisará, porém, de uma força ainda maior para chegar ao pico do Everest. O Chelsea fez um jogo contra o Al Hilal abaixo do esperado e abriu a possibilidade do mundo ser pintado de verde neste sábado. Abel é um estrategista como poucos, cabe a ele indicar este algo a mais de que o time precisa para ser campeão mundial. Ele pode se tornar, de forma incontestável, o maior técnico da história do Palmeiras.

Tem gente que morre pela boca. Ceni falou demais?


O técnico do São Paulo, Rogério Ceni, entrou num terreno perigoso. Decidiu abrir a boca contra jogadores que estão no departamento médico e vão embora cedo. Reclamou que o clube não tinha água na piscina, atingiu funcionários e jogadores. Acionou uma bomba no ambiente externo ao expôr problemas internos. Já houve reclamações da maneira como o técnico trabalha internamente no Cruzeiro e no Flamengo. No São Paulo, não é diferente. Em vez de explicar as razões da péssima campanha na largada do Paulistão, da vitória por 1 a 0 e pouco convincente contra os reservas do Santo André, preferiu por a boca no trombone. Os dirigentes o apoiam as torcidas organizadas também, até porque ele é um ídolo do clube. Fosse outro estaria longe do Morumbi. Só que resultados ruins e mau desempenho tem limite. É só uma questão de tempo.