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Bruno Mendez foi o melhor jogador do Inter em Goiânia, firma na defesa e salvando uma bola na linha do gol. Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

O Internacional empatou sem gols com o Atlético-GO, em Goiânia, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time de Diego Aguirre manteve a mesma postura tática com dois volantes de marcação, mas a atuação foi timida sem criatividade, muitos erros e não soube repetir os contra-ataques efetivos. Mexeu, tentou se impôr no segundo tempo, mas seguiu sem ambição e perdeu a chance de ultrapassar o próprio Atlético-GO (7º), que poderia ter vencido, e permanece na mesma posição na tabela. (10º)

O Inter impôs de imediato uma forte marcação diante do tímido Atlético Goianiense que só começou a tomar iniciativas ofensivas na metade do primeiro tempo. Chegou colocar a bola na rede, num lance de impedimento e o gol de André Luiz foi anulado. Janderson substituiu Arthur Henrique, que sentiu a perna esquerda. Sem criatividade para se impor no jogo, o time de Diego Aguirre apostou no contra-ataque em arrancadas puxadas por Edenilson e Taison sem sucesso. Errou muitos passes e desperdiçou cruzamentos, correndo riscos de permitir maior posse de bola ao adversário. Daniel fez boa defesa num chute perigoso de João Paulo. O primeiro tempo foi pobre e equilibrado que justificou o placar zerado.

Com os times iguais no segundo tempo, o Atletico passou a atacar mais e chegou duas vezes com perigo e pelos dois lados. Na melhor chance, João Paulo chutou dentro da área e com Daniel batido, Bruno Mendez salvou na linha do gol. Moisés foi um dos que mais apareceu no jogo, mas desperdiçou demais as chances que teve de cruzar. Caberia arriscar Paulo Victor que é ótimo ofensivamente, ate porque Patrick também está mal.

Diego Aguirre preferiu abrir o meio e colocar dois centroavantes com Paolo Guerrero no lugar de Johnny. Por outro lado, apostou em Edenilson vindo detrás e recuando um pouco mais o Taison, que sentiu e teve que ser substituído na metade do segundo tempo. Palácios entrou e Paulo Victor também, no lugar de Moisés. Muito tarde.

O Inter melhorou e primeiro chute no segundo tempo foi de Heitor na trave em boa iniciativa individual do jogador. Rickson no lugar de André Luiz e Brian Montenegro na vaga de Zé Roberto foram as mudanças de Eduardo Barroca. Diego Aguirre recompôs o ataque com caio Vidal pela esquerda no lugar de Patrick e Mauricio pela direita em substituição a Yuri Alberto. A ideia era municiar Guerrero na área com dois extremos de velocidade. Mas não deu tempo e evitar o zero a zero.

Cotação do Jogo - Nota 4


Internacional - Nota 4


Daniel - Fez boa defesa no chute de João Paulo e firme quando exigido. Nota 5

Heitor - Se arriscou mais no segundo tempo quando meteu uma bola na trave, sem correr riscos na defesa. Nota 6

Bruno Méndez - Firme Quando exigido. Salvou um gol num chute de João Paulo. Nota 7.

Cuesta - Subiu menos do que de costume no início do jogo, sem comprometer na defesa. Avançou mais no final. Nota 6. Moisés - Errou cruzamentos, chutou uma bola fraca de direita no primeiro tempo. Não acompanhou André Luis que ficou livre para marcar um gol anulado. Nota 2 Dourado - Tímido. Mais determinado na marcação que na criação. Nota 4 Johnny - Errou passes e mas estava bem na marcação. Pouco produtivo. Nota 4 Edenilson - Não conseguiu espaço para criar e aparecer pelo lado direito no primeiro tempo. Mais recuado no segundo, seguiu igual. Agora se apresenta à Seleção Brasileira. Nota 5 Patrick - Lento e sem a mesma força ofensiva dos melhores jogos dele. Sem ritmo. Nota 3 Taison - O melhor do meio, buscando a bola, dando passes em profundidade, mas desperdiçados pelos companheiros. Saiu machucado. Nota 5 Yuri Alberto - Bem marcado e com pouco espaço, finalizou uma no primeiro tempo sem ângulo. Foi mais apagado que o normal. Nota 4.

Paolo Guerrero - Não apareceu no jogo. Nota 3.

Palácios - Entrou mal. Perdeu boa chance de gol no finalzinho. Nota 3.

Paulo Victor - No mínimo melhor que Moisés. Deveria ter entrado antes. Nota 5

Caio Vidal - Foi o melhor dos que entraram. Chutou três vezes no gol. Mas nao acertou. Nota 6

Maurício - Correu bastante. só. Nota 4

Técnico: Diego Aguirre - Manteve o time mais pragmático com Jonnhy no lugar de Lindoso, suspenso. No primeiro tempo, o time não conseguiu criar nada produtivo em contra-ataques como se esperava. Mexeu bem no time. mas demorou demais para tirar os piores em campo: Moisés e Patrick. Parecia satisfeito com empate quando poderia vencer. Nota 5.


Atlético-GO - Nota 5


Fernando Miguel - Não foi tão exigido. Nota 5

Arnaldo - Dominou o corredor defensivo onde Moisés e Patrick não ameaçavam. Subiu mais no segundo tempo. Nota 4 Wanderson - Firme e tranquilo sem ser exigido. Nota 5 Éder - Idem a Wanderson, pois o Inter não criou problemas para a defesa. Nota 5 Igor Cariús - O Inter atacou pouco pelo lado direito e assim teve liberdade para se arriscar ao ataque errando poucos passes e tentando alguns cruzamentos. Nota 6 Baralhas - Burocrático no meio. Nota 5 Willian Maranhão - Procurou sair jogando, mas sem resultado efetivo. Nota 4

André Luís - Jogador de intensidade e movimentação. Apareceu dos dois lados do campo. Teve um gol anulado. Foi substituído cansado. Nota 6 Arthur Henrique - Substituído logo no início. Sem Nota João Paulo - Teve intensa movimentação e foi participativo no jogo. O melhor jogador do Atlético e do jogo. Nota 7 Zé Roberto - Isolado na frente, fez pouco. Nota 4

Janderson - Entrou no lugar de Arthur Henrique ainda no primeiro tempo e apareceu melhor no início do segundo com velocidade pelo lado esquerdo. Nota 5

Brian Montenegro e Rickson - quase nã tocaram na bola - Sem Nota.

Técnico: Eduardo Barroca - Colocou um time bem fechado para impedir as arrancadas do Inter, mas também sem criatividade para tentar a vitória, embora teve maiores chances de vencer. Nota 5


Legenda:


0 a 2 - Péssimo

3 a 4 - Ruim

5 - Médio

6 a 7 - bom

8 a 9 - Muito Bom

10 - Excelente



Dentro ou fora? Lindoso é uma das dúvidas de Aguirre para o jogo contra o Fluminense. Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

Depois de vencer o Flamengo de goleada no Maracanã por 4 a 0, o Internacional volta a jogar em casa, às 20h30, no próximo domingo, contra o Fluminense. Fora da Libertadores e da Copa do Brasil, o time pode ter concentração total no Brasileirão onde busca no horizonte uma vaga para a Libertadores de 2022. Mas e agora, o que ficou de lições da grande vitória no Rio?

Os destaques individuais contra o Flamengo foram o goleiro Daniel, o meia-atacante Taison e Yuri Alberto. Também não podem ficar de fora: Edenilson e Patrick. Coletivamente, a defesa se consolida com Bruno Mendez ao lado de Cuesta. As dúvidas caem sobre a manutenção de Lindoso e do lateral Paulo Victor. Ainda é cedo, mas a contribuição ofensiva do Paulo Victor foi melhor que do Moisés, sem comprometer na defesa. Então, não custa nada manter ele no time.

É provável que o técnico Diego Aguirre coloque Caio Vidal ou Palacios na vaga de Lindoso porque o Fluminense não tem o poder ofensivo do Flamengo. O Inter precisa propor mais o jogo e acredito que com Caio Vidal acrescente velocidade tanto quando estiver com a bola ou quando roubar a bola. O importante é que Taison fique à frente de Patrick e Edenilson e não atrás para que possa estar mais próximo do gol.

Diego Aguirre pode estar de volta ao Inter para substituir Ramirez.

O Inter procura mais um técnico. Desta vez, para substituir o espanhol Miguel Ángel Ramirez, após uma sucessão de resultados e desempenho ruins do time. Na verdade, o Inter vive um período de vacas magras de títulos e acaba atropelando os planos para tentar voltar a levantar uma taça. Embora a direção esteja empenhada em tentar manter a convicção de um time propositivo, talvez isso não seja possível. Diego Aguirre é a bola da vez.

Um dos nomes especulados é do português Marco Silva. Segundo o Ge.com o staff do técnico informou que ele não pretende trabalhar no Brasil. Não adianta ele ter a proposta de jogo que o Inter defende se não haverá tempo para fazer isso. Terá menos tempo que o espanhol e mesmo que fale a nossa língua, vai demorar para falar a linguagem do grupo de jogadores do Inter. Lisca saiu do América Mineiro. Pediu demissão. Notícias dão conta que ele não é a bola da vez. Cuidado. Melhor o Inter se manifestar a respeito disso. Lisca é um profissional que tem forte ligação com o Internacional. Se alguém vazou que ele não está na mira, ele vai ficar sabendo e depois será tarde demais. Ele vai aceitar ser a última carta do baralho? Ja vimos este filme com Abel Braga magoado, Mano Menezes furioso. Todos com razão.

Diego Aguirre é mesmo uma ótima ideia para o Inter. Pode executar o modelo de jogo de proposição, mas sem se descuidar da forte marcação. Algo mais equilibrado que a ousadia de Ramirez e do próprio Eduardo Coudet. Ele é uruguaio, mas jogou no Inter, treinou o próprio Inter, São Paulo e Atlético-MG. Não vai ter problema de linguagem. A dúvida é sobre o trabalho do preparar físico de confiança de Aguirre, Fernando Piñatares, que foi considerado um dos pontos chaves para a saída do técnico quando treinava o Internacional.

O Internacional precisa planejar com calma, apesar de ter pouco tempo. Mas caso não encontre um nome, é melhor seguir com Osmar Loss como defendi aqui. Assim, terá um certo fôlego para escolher o novo técnico. A direção não pode errar de novo. É preciso recuperar um futebol competitivo, independente de modelo de jogo. O campeonato mundial do Inter foi conquistado com um futebol pragmático e de muita qualidade. O clube não tem grupo para se moldar a um sistema. O sistema é que precisa montar um time com o que tiver de melhor, de médio e de pior. A pressa deveria ser para encontrar logo um mestre do preparo físico. Mais um técnico seria o quinto em tão pouco tempo pós Coudet, Abel, Ramirez e Loss. Haja convicção! E nada de taça, faz tempo, nem de Gauchão. Até rimou.

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